INTOXICAÇÃO DIGITAL

intox digital

Muitos frequentemente me “convidam” a entrar no Whatsapp, em especial por eu ser um cara que gosta de tecnologia. Não entro pois combinei com minha namorada um limite na minha atuação “online”, por exemplo não usamos celular quando estamos fazendo algo juntos (não é fácil) – e sei que pela minha personalidade o Whatsapp joga contra tudo isso (pois as pessoas contam com respostas imediatas neste tipo de meio – mesmo que existam poucas demandas tão urgentes que não possam esperar chegar em casa e resolver via email). Minha (e a sua) vida pessoal e familiar é e sempre será muito mais importante que qualquer atividade de trabalho ou sindical.

Dito isto, considero esta leitura OBRIGATÓRIA. Sugiro até que seja colocado como POST FIXO. Abstraiam o tom “empresarial” do texto, o problema aqui é a INTOXICAÇÃO DIGITAL que muitos estão sofrendo e ainda não se deram conta. Tirei dois trechos de dois links, mas se pesquisarem no google “intoxicação digital” ou “digital addiction” encontrarão farto material.

Acredito que muito do stress e ansiedade que os colegas estão sentindo no momento atual se deve a este mau uso / abuso das tecnologias digitais, e diminuem absurdamente a nossa produtividade neste momento crítico.

OBVIAMENTE não sou contra as tecnologias (que uso bastante), apenas faço um chamado ao seu bom uso, e sinalizo para a necessidade de se estruturar o trabalho via online para diminuir a carga de uso digital. Não é difícil nem impossível, só precisamos de um pouco de foco e organização, e Propósito comum.

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Como o seu chefe / empresa o vê quando a uma reunião, você chega irritado / ansioso por ter lido algo na rede social que não vai ajudar em nada nesta reunião?

Como o seu chefe / empresa o vê quando você necessita fazer uma apresentação e as palavras simplesmente não saem porque a fadiga / enxaqueca já o dominou?

Note que não estou dizendo para que você não use os recursos atuais que dispõe. Eu menciono a ‘intoxicação digital’ para que você desperte e conheça o seu limite, para que você tenha mais saúde, seja produtivo, seja agradável e interaja com seus amigos na piscina, no restaurante, nas férias, nas festas e no trabalho.

https://www.linkedin.com/pulse/intoxica%C3%A7%C3%A3o-digital-voc%C3%AA-est%C3%A1-neste-grupo-wagner-de-abreu-pereira

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Para se desintoxicar dos aplicativos viciantes, o empresário Paulo de Tarso Ribeiro, 32, decidiu radicalizar. No último domingo, ele retirou os aplicativos que mais o atrapalhavam no trabalho e até mesmo no casamento. “Sempre ficava esperando as respostas de mensagens no Whatsapp e no Viber”, disse.

Com esse gesto, Paulo pretende investir mais nas conversas pessoais, frente a frente.“Quero ficar mais tempo desligado do mundo virtual. Estava sentindo falta de um verdadeiro diálogo”, contou.

“Intoxicados” como Paula, Fernanda e Paulo, conseguem se controlar muito bem. Mas existem casos extremos nos quais as pessoas perdem o autocontrole.

Segundo a psicóloga Mara Lúcia Madureira, o aspecto doentio está ligado às pessoas e não aos smartphones.“São as pessoas, deslumbradas com as novas tecnologias, que fazem uso inadequado, até nocivo, de ferramentas úteis e bem-vindas”, afirmou.

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Um dos sintomas que denunciam o uso errado da tecnologia é desperdiçar oportunidades de aprender coisas novas ou de descansar gastando tempo com atitudes inúteis.

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Um dos sintomas que denunciam o uso errado da tecnologia é desperdiçar oportunidades de aprender coisas novas ou de descansar gastando tempo com atitudes inúteis.

http://acontecebrasilia.com.br/CulturaEmBrasilia/conheca-os-sintomas-da-intoxicacao-digital/

“DIRIJENTES” x REPRESENTANTES

dirijentes x representantes

“DIRIJENTES” x REPRESENTANTES

Aproveito o momento pré-eleitoral e a diminuição de mensagens nas redes sociais para “enfiar o dedo na ferida”. Adianto que não há crítica pessoal aqui, apenas espero que o MODO DE TRABALHO dentro de nossas instâncias sindicais aproveite a oportunidade que o momento atual oferece.

Vivemos num país cuja DEMOCRACIA ainda não é material. É comum um presidente eleito considerar que “ganhou” a eleição e isto lhe dá o “direito” de “dirigir” a sua BASE de eleitores. Mas o eleito, na verdade, é apenas um REPRESENTANTE. Aqui nasce uma diferença fundamental entre os anseios da BASE e o entregue pelos representantes eleitos, que por ser a BASE muito extensa, é virtualmente impossível saber o que cada indivíduo pensa.

Em nível nacional, tudo bem. Mas em nível sindical, por mais que o total de filiados seja 30.000 mas com +- 5.000 votando na eleição mais votada, entendo que esta barreira operacional caiu.

As REDES SOCIAIS facilitam enormemente a difusão de informação.

Todo processo deliberativo dentro do sindicato pode ser dividido em 4 etapas: [1] prospecção e difusão da INFORMAÇÃO; [2] DISCUSSÃO, iniciativa e desenvolvimento de PROPOSTAS; [3] DECISÃO e VOTO; [4] EXECUÇÃO e ACOMPANHAMENTO.

As REDES SOCIAIS dão um “turbo” em [1] e [2]. Agora, está aberta o que antes era concentração de INFORMAÇÃO e desenvolvimento de PROPOSTAS. Esta liberdade naturalmente assusta, especialmente porque as REPRESENTAÇÕES acabam sendo “gargalos” – visto que a BASE tem ampla vantagem em “mãos e cérebros” para circular a informação e discutir as propostas.

Aqui é que os eleitos sindicalmente se dividem em dois grupos, diante desta realidade inexorável: “DIRIJENTES” e REPRESENTANTES.

Os eleitos que não internalizaram a mudança, que não absorveram materialmente o novo regime democrático que vivemos, e vêem o cargo eletivo como “ganhei a eleição, e agora tenho o direito de ‘DIRIGIR’ por X anos”, estes deveriam comprar um carro e dirigí-lo! Afinal, pessoas não são veículos para serem “dirigidos” ou “guiados”. É uma visão ultrapassada, e até autoritária, num tempo onde está viável (mas ainda não estruturada) a ampla difusão da informação e comunicação multilateral. Os “DIRIJENTES” sindicais continuam apegados à hierarquia vertical rígida, e sentem as novas informações, discussões e propostas das BASES como ameaça ao “direito de mando adquirido nas eleições”.

Tudo ficará muito mais simples para as BASES e para os eleitos assim que estes mudarem o seu paradigma de atuação sindical, de “DIRIJENTES” querendo impor pensamentos de cima para baixo (e propagandeando a obediência a este comando de “união”) para REPRESENTANTES dos pensamentos e anseios das BASES.

Este abandono cederá espaço à material democracia, concretizada pelo cultivo e colheita dos anseios e propostas DAS BASES, a partir das quais devem orbitar os movimentos, mobilizações e campanhas sindicais.

Não há mais trava tecnológica para tanto.

O risco do momento atual, de novas tecnologias, é nos deslumbrarmos com estas e passar a crer que o simples uso delas (meios de comunicação, mas apenas meios), nos levará automaticamente para a Democracia Material, para o eleito REPRESENTANTE.

Oras, todo instrumento é um instrumento e nada mais. Tudo depende de se ter claramente o PROPÓSITO a ser perseguido (O QUÊ), algum PLANEJAMENTO (COMO), e assim escolher qual o melhor meio (Whatsapp? Facebook? E-mail? Telefone? Presencial?) e como melhor utilizá-lo neste contexto. Anos se passam, e a única constante milenar são os conflitos no relacionamento e interesses entre PESSOAS. Não pensem que isto mudará com novas tecnologias.

O que elas possibilitam é as BASES se organizarem e, se os eleitos não abraçam o paradigma de REPRESENTANTES, pelo menos as BASES podem se organizar e estabelecer marcos que balizem e limitem a atuação dos “DIRIJENTES”.

Assim, colegas, não se desesperem com a imensidão de pautas que nos cerca. O caminho para nós é justamente COMEÇAR. Um passo de cada vez. Há muitas unidades desenvolvendo projetos parecidos? Não tem problema, estamos começando muita coisa do zero, e a VIVÊNCIA da BASE na atuação sindical é algo que merece zelo constante. O movimento pela PEC443 pode ter sido uma “derrota” se visto apenas pela EA16 e DVS7, ou ser visto como uma vitória pela VIVÊNCIA e sentimento de GRUPO desenvolvidos pelos colegas, e carregados de volta para as BASES. Chega de deixar “cabeças flutuantes”. Em tempo, as diferentes experiências plurais que estamos desenvolvendo poderão ser comparadas, afinadas, e se aproximarão, pois confio que temos todos (ou pelo menos a vasta maioria) o mesmo PROPÓSITO, que é a defesa do CARGO enquanto desdobramento do modelo de Estado Brasileiro (Constitucional de Direito e Democrático) que vivemos.

E se você leu até aqui, vai a principal “dica” de como conseguir REPRESENTAR uma base tão ampla e diversa: basta perseguir e colocar em pauta prioritária a CONSTRUÇÃO DE CONSENSOS. Temos tantos problemas evidentes, que isto não é difícil, e as práticas em torno deste propósito lançarão bases e estruturas utilizáveis a longo prazo na defesa de atribuições, garantias e prerrogativas do cargo (o que é a natureza da atividade sindical, e não seu ranço histórico que tanto desgasta a palavra).

É hora de FAZER!

PS: “Fico, assim, ao lado do William G. Ward, que acreditava que ‘o pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.’ De minha parte, ando a procura de gente que não se sente no barco dizendo que os marinheiros trabalham mal, sem nada fazer. O lirismo prático dos que ajustam velas tem-me sido mais simpático.” – Fernando Clemente